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sábado, 26 de janeiro de 2013



É bom poder ainda receber as tuas mensagens. É tudo o que tenho e acostumei-me a isso, a receber mensagens tuas…o meu coração espera ansiosamente por uma mensagem, dispara assim que ouve o som da chegada da mesma…é automático. Penso logo que só podes ser tu.
Não sabes, mas passo muito tempo à espera duma mensagem tua…fico horas e horas a olhar para o ecrã do telemóvel em busca das tuas palavras…é uma das únicas formas que nos resta para matarmos saudades e sabermos um do outro.

Sabes, eu sei que um dia tudo vai mudar. Tudo muda…nós já mudámos…e tudo acaba, tudo se perde.
E a distância entristece-nos, ela atrapalha tudo, sempre atrapalhou um pouco.
Tenho pena de pensar que as coisas não vão correr bem, por algum motivo sempre pensei isso, queria que fossem fáceis e eternas…mas será que poderá ser assim?
Tu dizes que vais cuidar de mim e que gostavas de ficar comigo para o resto da tua vida, eu tento acreditar que isso é possível, mas algo me diz que isso é uma ilusão…
Eu gostava de poder saber que sou a primeira pessoa que pensas quando acordas, e a ultima que te lembras quando vais dormir…mas também não me quero iludir, tenho medo de me tornar dependente, não posso…acho que nunca fui tão insegura em relação a uma pessoa.
Penso sempre que vais acabar por encontrar alguém melhor, alguém que esteja ai perto de ti, que te possa dar mais carinho e atenção, que te possa abraçar…se um dia resolveres ir embora, eu vou estar preparada.

Sabes que toda a esta situação me magoa, por mais que tente aceitar e volte atrás, sabes que me faz sofrer e me custa aceitar que as coisas tenham que ser assim.
Se o faço é porque te amo, é porque quero que fiquemos realmente juntos…é porque acredito que pode resultar e vai resultar.
Por outro lado, tento todos os dias ganhar forças para isso, para aguentar mais um dia, para pensar que pensas em mim e que gostas de mim…para acreditar que tudo isto vale a pena…mas sabes que custa. 
Os dias vão passando, as semanas vão passando…os meses vão passando e custa-me olhar para trás e ver que tudo continua assim e que teremos que esperar mais…é normal que me sintas distante, triste e sem vontade para falar…tudo isto me enfraquece.

 Um dia vais acabar por me perder…um dia eu vou acabar por te perder. 
Ou um dia…voltaremos para os braços um do outro, mas não temporariamente…
e sim, para sempre.
E até lá?...esperamos?...sofremos?
Aguentamos 

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Para além do que vês.

Será que não podemos ser como um casal normal? Como um casal qualquer que se ama e mostra a todo o mundo o que sente?

Gostava tanto que isso fosse de novo possível.
Gostava de te abraçar em público, abraçar-te com toda a força, como se fosses cair e eu quisesse agarrar-te com todas as minhas forças.
Queria beijar-te em frente a toda gente, a meio de qualquer frase não deixar que acabasses de falar e roubar-te um beijo desprevenido e apaixonado.
Andar no meio da cidade contigo, entrelaçar os meus dedos nos teus e nunca mais os largar, seguir o caminho todo embrenhada nos teus dedos.
Olhar-te nos olhos todos os dias e pensar que sou feliz ao teu lado, sorrir e pensar que ainda bem que estou mais um dia contigo.
Sentar-me num banco de jardim contigo e passar a tarde agarrada a ti, encostada ao teu ombro.
Sentir que sou realmente tua e tu és meu, não num fim-de-semana ou num dia, mas para sempre.

Será que isso pode voltar a ser possível?

Se vês o que digo, será que não vês que estou a sofrer…não me vês chorar todas as noites? Não me vês desejar que tudo isto acabe…não me vês implorar por ficar ao teu lado?
Sinto que por mais que o sentimento esteja lá, por mais que nos amemos eu não sou feliz assim, só isto para mim não chega.
Estou a tentar dar mais de mim, apesar de dizer e fazer coisas contraditórias às vezes, o que realmente estou a tentar fazer é não quebrar este amor e este caminho…mas começa a chegar á altura em que talvez tenha que optar por seguir outros trilhos…
Se não enfrentas a realidade é porque não dás importância a isto não é?
Porque eu dou importância a cada gesto e a cada palavra, tudo para mim tem sentido e significado.
Será que me vais seguir e impedir com que siga por outro trilho?
Estou cansada de andar pelo frio, apanhar chuva e vento…quero ver o sol, a primavera e as flores, será esse o caminho que me leva até ti? Ou será o oposto…
Estar ao teu lado não significa só estar feliz, mas sim muita dor, nunca suportei bem a dor…sou fraca e sei que um dia irei quebrar.

Eu continuo a tentar, mas até quando?...

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

O que sinto resume-se a isto

"Gosto de sentir as nossas mãos unidas, os nossos olhos postos um no outro e os nossos lábios colados.
É bom sentir tudo isso, mas em parte o que tudo isso singificará?
Que gostamos um do outro?...que precisamos de estar juntos apesar de tudo?...ou que somos masoquistas e gostamos da dor, não é?
Porque o que sinto mais é dor...no final de cada beijo sinto um arrepio de frio, sinto o meu coração a fraquejar.
É um sentimento tão agridoce...
É inevitável não sentir dor...sinto-me uma marioneta nas mãos do "destino", eu sou a personagem que sofre antecipadamente por não saber o que o escritor programou para a sua história, para a sua vida...
Não sei até quando conseguirei viver assim, já te disse isso, já chorei ao teu ombro e já te supliquei aos soluços "não aguento mais"...e a verdade é que estou a aguentar e estou a pagar caro por isso.
Se for tua amiga, sofro porque o que realmente sinto é que te amo, e que não quero combinar cafés contigo e sorrir, como os amigos fazem, quero dar-te as mãos e beijar-te como os amantes fazem...mas as duas opções são ambas destruidoras e esfaqueiam-me o coração aos pedaços.
Deixar andar...deixar que o tempo o diga, temos feito isso, mas e as consequências? Estão a ter proporções cada vez mais devastadoras em mim.
Talvez valha a pena sofrer e chorar, talvez no final fique tudo bem...ou talvez no final seja tudo quebrado e cada um tome um caminho diferente.
Mas e o que passámos? Isso vai ficar, apesar de toda a dor, ao menos boas memórias temos."

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Desabafos I

Sinto-me tão só e perdida nesta vida...
Não sei o que quero para o amanhã, nem sequer o que queria para o depois ou para o logo.
Vontade?...não sei o que é isso.
Desalento? Tornou-se uma palavra mais que familiar.
Indecisão...

Os dias tornam-se difíceis demais de suportar.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Quero desaparecer.
Não aguento mais.

Porque é que as coisas estão tão difíceis? Até as coisas mais simples. Ás vezes penso que tudo poderá melhorar, mas tudo acaba por se desmoronar.  Não temos muito controle da vida. E dá  vontade de desaparecer, mas não se torna simplesmente  numa opção, e no fundo eu tenho esperança, mas isso não muda a situação. 
Cheguei ao ponto que não sei mais o que fazer nem o que pensar.
Sim...isto é o desespero total.
Estou cansada e não consigo mais lutar contra o que sinto. E neste momento, sinto que não pertenço mais aqui, que o que tinha para fazer aqui já está feito, ou nunca se irá realmente realizar. 
A solidão é triste e é um grande medo...porque já me encontro sufocada nela.
Temo que se não desaparecer daqui por uns tempos que acabarei por cometer uma loucura. Estou no meu limite. Não aguento mais, todos os dias é um sofrimento. Mas as pessoas não compreendem. Não nos querem ver partir e chantageiam-nos emocionalmente. Quero partir e vou fazê-lo ou acabarei por pôr um ponto final à minha vida e isso eu não queria de modo algum. 
Preciso de ajuda e não sei mais o que fazer. A maioria das pessoas que me conhecem vão pensar que endoideci e o mais certo é mandarem internar-me, sei la...não sei o que lhes dizer, por isso é que me fecho nesta dor e prefiro sofrer sozinha e não envolver os outros. 
Não fazem ideia de como me sinto. Os meus medos e receios falam mais alto e abafam a voz pequenina que vem da minha alma, que me dá algum alento. Sinto-me a morrer aos poucos. Cheguei ao ponto de me virar para o céu a pedir ajuda e não sei se eles me ouvem, mas eu não ouço o que me dizem. Cheguei a um ponto da minha vida ao qual nunca pensei chegar, desespero total, à angustia, a esta dor. Quero mesmo morrer e sei que irei se continuar aqui... estou a deixar-me ir aos bocadinhos.
Sinto-me a entrar num estado quase vegetativo. Dou por mim completamente aluada, sem qualquer tipo de pensamento, simplesmente a olhar o vazio, sem reação alguma, sem alegria e completamente apática.
Se pelo menos tivesse algo ou alguém que me prendesse à vida, esse alguém...talvez já não se importe muito. Acho que este é um pedido de ajuda, mas quem virá ao meu auxílio? Cada dia que passa sinto-me um fardo para as pessoas que me rodeiam. Gostava de corresponder às suas expectativas, mas não sou capaz. Por mais que me esforce parece que nada é suficiente. Tenho de partir e sei que vou magoar algumas pessoas, mas tem de ser... cheguei ao meu limite e não tenho mais forças para lutar por algo no qual não acredito. Só gostava que as pessoas compreendessem e me apoiassem na minha decisão.
Sei que já falei algumas vezes em fazer um retiro ou algo do género e nunca o concretizei, mas desta vez terei de fazê-lo. Acho que me poderá de alguma forma ajudar a encontrar o meu caminho, aquilo que vim fazer nesta vida, o meu papel neste mundo. Estou farta dos outros determinarem o que acham ser melhor para mim. Só eu poderei saber o que é melhor para mim. Se bater com a cabeça na parede, paciência. Mas pelo menos estarei a seguir o meu coração e tenho consciência de que a responsabilidade é inteiramente minha. Só espero que ao voltar, um dia, estejam de braços abertos para me receberem.
Esta apatia paralisa-me, deixa-me nesta inercia...não tenho mais forças para enfrentar tudo isto.



terça-feira, 26 de junho de 2012

Sem esperança


Já não acredito.
Deixei de acreditar…de ter forças para poder pensar que é possível.
Se tiver que dizer adeus…assim o farei.

Não sei como vou viver…mas prefiro assim.
Nada mais me magoa do que viver esta vida sabendo que nunca mais terei aquele lugar que tinha dentro do teu coração.
Nada mais me magoa do que ver que a minha vida parou...e a tua recomeçou.
Já não tenho esperança...deixei de acreditar.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Sem ti



E agora o que será da minha vida sem ti?
Tu não me ensinaste a esquecer, só me ensinaste a querer-te cada vez mais.
Ao querer-te vou tentando encontrar-te de novo, mas em vez de te encontrar vou-me perdendo buscando em outros braços os teus braços, buscando noutros gestos o teu carinho e procurando noutros lugares a nossa história.
Assim me perco no vazio dos teus passos…foste embora e nem deixas-te o rasto do teu caminho, já não te encontro, já não sei de ti.
Deixaste-me neste abismo, retiraste-te e deixaste-me aqui sozinha.
Não sei mais que caminho seguir já que tu eras a minha bússola.

Tenho saudades tuas, morro todos os dias…cada pecadinho teu destroça-me cada dia mais, as tuas lembranças deixaram o teu cheiro, o teu toque, as nossas memórias…a nossa vida.
Sinto-me incompleta, infeliz…sinto-me sem ti, sem a tua metade…
Gostava que ao menos soubesses isso.
Nunca fui feliz sem ti, nunca serei nem o quero ser.
A realidade é essa.


Um dia...


Um dia descobrimos que há momentos que não só momentos, são algo mais.
Um dia descobrimos que existem pessoas que realmente se preocupam connosco e nunca demos por isso.
Um dia descobrimos que sem nos apercebermos, deixamos de ser quem queríamos ser.
Um dia percebemos que é impossível voltar atrás e mudar tudo o resto.
Um dia descobrimos que afinal aquela pessoa estava certa e nós errados.
Um dia percebemos que toda a vida que levamos não é nada daquilo que realmente queremos.
Um dia julgamos que tudo está certo e seguro e acabamos por perder tudo num piscar de olhos.
Um dia percebemos que os nossos atos inconsequentes têm resultados muito consequentes.
Um dia descobrimos que o que pensávamos ser o bom afinal é o mau.

Um dia percebi que estava realmente apaixonada, que amava realmente aquela pessoa, que afinal não dei valor e já era tarde demais…muito tarde.
Um dia descobri que afinal eu era mesmo a responsável pelos meus atos e teria que pagar pelos erros.
Um dia percebi que aquela pessoa realmente me faz falta.
Um dia chorei e pensei que jamais poderia mudar tudo isto…um dia arrependi-me a sério e fiquei a martirizar-me por tudo isso